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Vinicius Torres Freire/Conter gastos do governo é a reforma principal

A reação social e política foi tão ruim que o governo Temer deu um tempo na reforma trabalhista, vamos dizer assim.

Vinicius Torres Freire/Conter gastos do governo é a reforma principal A reação social e política foi tão ruim que o governo Temer deu um tempo na reforma trabalhista, vamos dizer assim.
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A reação social e política foi tão ruim que o governo Temer "deu um tempo" na reforma trabalhista, vamos dizer assim. Quer dizer que desistiu de mudar as leis do trabalho, a CLT?
Ainda não dá para saber. Mas vai deixar essa conversa de lado, pelo menos por enquanto.
Michel Temer fez hoje um discurso irritado contra as reações às mudanças nas leis do trabalho. Reclamou dos boatos, sobre a jornada de 12 horas de trabalho e o fim do saque do FGTS.
Isso era boato mesmo. Mas o que era realidade não era muito melhor assim.
Por enquanto, o que o governo vai continuar apoiando é a lei da terceirização, que já vinha andando no Congresso. Isto é, a permissão que as empresas terceirizem toda a sua mão de obra.

Qualquer funcionário, não importa se trabalhando na atividade central da empresa ou não, poderia ser subcontratado de outra empresa.
Isso já ocorre em atividades como segurança, limpeza ou transporte, por exemplo. O risco, como se sabe, é o de as empresas terceirizadas não pagarem direitos trabalhistas, como ocorre tantas vezes, e reduzirem salário, que é um objetivo e um efeito básico de qualquer reforma trabalhista, pelo menos no curto prazo.
O pessoal do governo diz agora que vai se concentrar em mudanças mais essenciais e de influência imediata na retomada do crescimento da economia: o congelamento dos gastos do governo federal e a mudança na Previdência, que ainda não se sabe muito bem qual vai ser.
Pelo menos em termos pragmáticos ou políticos, faz sentido. O país vive uma crise terrível, com 12 milhões de desempregados, salários em média caindo, falta crédito, os Estados ameaçam decretar falência, o serviço de saúde piora. Apenas são anunciadas apenas as reformas que podem esfolar ou assustar quem é mais pobre ou assalariado.
Defender mais uma reforma amarga pode prejudicar a principal, a contenção de gastos do governo, que vai permitir a queda de juros e o começo de alguma recuperação econômica. Isso deve ser votado até o fim do ano. Se aprovado, porém, o governo pode voltar com tudo na mudança da CLT.
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