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Chegou a conta alta: mortalidade infantil, pobreza extrema, gasolina, gás, dólar…

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"Há quatro anos, recém-encerrada a eleição presidencial, manifestantes foram às ruas. Pelo impeachment de Dilma. Todos juntos e misturados. Os bem-intencionados, de fato irritados com corrupção. Os que sonhavam com um Brasil novo. Os oportunistas. Os adeptos de nova ditadura. E os inocentes.

Juntos e misturados com Eduardo Cunha, Temer, Geddel, Jucá, Moreira Franco, Agripino, Bolsonaro, MBLs e iguais. Lado a lado com acusados de corrupção ou defensores de tortura, ditadura e assassinato...

Um ano antes daquela grotesca noitada do impeachment alertávamos aqui: Os riscos são internos e externos. Internos porque, passados down e perplexidade virá a realidade: a conta gigantesca e o contra-ataque dos quem tem pressa e fome.

Fome em baixo e fome em cima. Risco externo porque derrubar presidente é ato seríssimo. Mancha quem cai, mas pode manchar para sempre quem, mesmo com a mão do gato, derruba.

Se não for ação estritamente legal, aos olhos da História e do mundo será altíssimo o custo de voltar a portar-se como republiqueta de bananas e golpes.

Quatro anos depois, tudo exposto. O que a Comissão da Verdade informava, e faziam ouvidos moucos, agora é escancarado pela CIA.

Ditadores-presidentes, Médici, Geisel e Figueiredo autorizaram: tortura e assassinato de opositores.

Ditadores vizinhos também. Mas desses, muitos enfrentaram a história e a prisão.

E o Brasil, esses anos depois? 14 milhões de desempregados; 11% de aumento da pobreza extrema. Aumento de 11% na mortalidade infantil entre um mês e quatro anos.

Ano passado, por falta de dinheiro, 170 mil jovens deixaram a faculdade. Gasolina a R$ 4,50, gás a 80, dólar a 3,65.

Acusados de corrupção estão no poder ou disputarão eleição. Condenados e presos, os suspeitos de sempre.

Demais irão para suas instâncias, a primeira. Eduardo Azeredo, PSDB, 20 anos depois deve ser o primeiro fora da curva a pagar a conta.

Grandes corruptores? Delações, alguma cadeia, tornozeleira e manutenção de patrimônio.

Que as lições sirvam para 2018."


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