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Brasil prepara-se para governo sem Joaquim Levy

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A queda de desemprego, em novembro, não deixa de ser uma boa notícia, já que a previsão era de alta. Mas não significa uma recuperação do mercado de trabalho. Pra começar, normalmente, de setembro a dezembro o desemprego costuma cair. Neste ano, só houve recuo em novembro e pouco. Em relação ao mesmo mês do ano passado, a taxa subiu quase 3 pontos. E essa taxa, de 7,5%, foi a pior para o mês desde 2008. Tem mais: não houve aumento do número de trabalhadores procurando colocação. Isso pode ser até em função da pouca oferta de vagas, o que gera um certo desânimo na busca por emprego. Em dezembro esse movimento, que ajuda a segurar a taxa de desemprego, deve ser até mais forte, porque muita gente deixa passar as festas de final de ano. Outro dado a ser observado é que a maior parte das vagas abertas foi para jovens. Podem ser apenas temporárias, o que é normal nesta época. E cresceu o número de trabalhadores sem registro. A informalidade está aumentando. Tudo isso em meio a uma queda forte da remuneração. O rendimento médio do trabalhador caiu 1,3% na comparação com o mês anterior e 8,8% sobre novembro de 2014. Como se vê, mesmo com o recuo do desemprego em novembro, as condições do mercado de trabalho continuam piorando e as previsões para 2016 ainda são ruins. No começo do ano, quando sazonalmente há uma queda de atividade e aumento das demissões, o desemprego deve avançar de novo. A expectativa é que a taxa possa chegar a dois dígitos no próximo ano. Lembrando que a PNAD contínua, que tem uma abrangência muito maior em número de municípios já registrou o desemprego em 8,9% no terceiro trimestre. Essa taxa mensal, divulgada hoje, pelo IBGE, vai parar de ser divulgada em fevereiro. A PNAD é que vai passar a valer mesmo. O pessimismo para o ano que vem também reflete muito a evolução dos indicadores de atividade. Hoje mesmo o IBGE divulgou uma queda de 5,8% do setor de serviços em outubro, a pior desde 2012, e a Confederação das Indústrias registrou, em novembro, a queda mais intensa de atividade em cinco anos. Os vários setores estão em desaceleração, o que deve provocar novos cortes de custos com mão de obra, demissões. Aliás, mesmo quando a economia volta a crescer, o desemprego é um dos últimos indicadores a mostrar reação. E não se conta, por enquanto, com uma retomada do crescimento da economia em 2016 e, talvez, nem em 2017. Eu volto na segunda. Até lá.

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