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Bob Fernandes/Lula beira 40%. E já gravou: “Meu candidato é o Haddad”. Que tem 4%… Ou 15%

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Na análise política é fácil esconder-se no presente, esquecendo o passado, evitando o futuro. Como provam registros do antes, durante e pós-impeachment.

Eleições e pesquisas. No IBOPE, e na MDA, Lula tem 37%. No Datafolha, 39%. Venceria qualquer um no segundo turno.

Isso quer dizer muita coisa. Sobre o presente, o passado e o futuro. Sobre passado e presente, para quem gosta e para quem odeia, números e a prisão falam por si mesmos.

O mais difícil é o futuro. Segundo o IBOPE, o PT é o preferido de 29%. Supera a preferência, somada, dos outros 34 partidos.

Tais números enterram oráculos, analistas, historiadores... mas apontam para uma encruzilhada: Lula está preso, sua candidatura não passará pelo Judiciário.

A campanha é curta. No Datafolha, sem Lula, Bolsonaro tem 19%, Marina 16%, Ciro 10% e Alckmin 9%.

Haddad tem 4% no Datafolha. Por que e como na pesquisa semanal da XP investimentos Haddad tem 15%?

Porque essa pesquisa traz outra pergunta: "Haddad com o apoio de Lula". E Lula já gravou: "Meu candidato é Haddad"...

Onde o risco para Haddad e PT nesse pôquer jogado desde a cela em Curitiba?

Além do imponderável, o risco é o tempo: campanha eleitoral na TV e rádio terá escassos 35 dias.

Cada dia de "Lula candidato" é menos um dia de Haddad se apresentando, debatendo, entrevistado como "O candidato".

Mauro Paulino e Alessandro Janoni, diretores do Datafolha, informam:

- (...) Quase metade dos que enaltecem Lula como candidato e cabo eleitoral não sabe quem é Haddad, nem de ouvir falar...

Outro risco, que se finge não existir. O futuro presidente começar a governar um país em crise com o ex-presidente, preso, já tendo metade do país com ele.


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