TV Gazeta TV Gazeta logo TV Gazeta +551131705643 TV Gazeta - Programação ao vivo, receitas, notícias, entretenimento, esportes, jornalismo, ofertas, novidades e muito mais no nosso site. Vem pra #NossaGazeta!
Av. Paulista, 900 - Bela Vista 01310-940 São Paulo, Brasil
TV Gazeta TV Gazeta, Receitas, Mulheres, Cozinha Amiga, Fofoca Aí, Revista da Cidade, Você Bonita, Gazeta Esportiva, Mesa Redonda, Jornal da Gazeta, Edição Extra, Gazeta Shopping TV Gazeta - Programação ao vivo, receitas, notícias, entretenimento, esportes, jornalismo, ofertas, novidades e muito mais no nosso site. Vem pra #NossaGazeta!

Batalha por Mossul tem reflexos além do Iraque

O objetivo é desalojar 5 mil combatentes do Estado Islâmico.

Batalha por Mossul tem reflexos além do Iraque O objetivo é desalojar 5 mil combatentes do Estado Islâmico.
Logo do programa Jornal da Gazeta
Jornal da Gazeta
Pois chegamos ao segundo dia da batalha pela retomada da cidade de Mossul. É uma batalha importante para o Iraque, para o Oriente Médio, e também para o Ocidente. O objetivo é desalojar 5 mil combatentes do Estado Islâmico. Mas essa meta deve ser atingida só daqui a dois meses. É a previsão de um chefe militar curdo. O Exército do Iraque está atacando pelo sul. O Exército curdo está atacando pelo nordeste. Nenhum deles ainda chegou à zona urbana da segunda maior cidade iraquiana. Mas já conseguiram libertar seis aldeias dos subúrbios. Os Estados Unidos e a Turquia bombardearam posições do inimigo comum. A operação tem desdobramentos humanitários. A ONU se prepara para abrigar 700 mil civis refugiados. O Estado Islâmico tomou Mossul em 2014. A derrota do grupo vai gerar outra preocupação. A União Europeia lançou um alerta sobre a possibilidade de os terroristas, derrotados no Iraque, partirem para novos atentados na Europa. Outra questão está na divisão religiosa dentro do Iraque. A população de Mossul é em sua maioria sunita. Mas o governo iraquiano é de maioria xiita. Esses dois ramos do islamismo têm um relacionamento muito difícil. É por isso que, em Bagdá, muita gente acredita que parte da população de Mossul prefere os radicais e terroristas, para não cair nos braços dos muçulmanos xiitas. Outra moral dessa história também é geográfica. O Estado Islâmico queria construir um califado entre o Iraque e a Síria. Se perder o principal território que tem no Iraque, vai concentrar esforços na Síria, onde a lógica política é outra. O Estado Islâmico quer derrubar o ditador sírio Bashar al Assad, porque a cabeça dele foi feita pelo partido Baas. O Baas, no passado, também controlou o vizinho Iraque, com o ditador Saddam Hussein. É um partido laico. Não mistura governo com islamismo. É uma solução inadmissível para os radicais e terroristas. Eles são religiosos fanáticos. É assim que o mundo gira. Boa noite.

Veja também