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Atuação do Banco Central freia queda do dólar

Bastou o Banco Central voltar a atuar no câmbio, com bem menos intensidade do que no governo Dilma, para o dólar interromper a queda.

Atuação do Banco Central freia queda do dólar Bastou o Banco Central voltar a atuar no câmbio, com bem menos intensidade do que no governo Dilma, para o dólar interromper a queda.
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Bastou o Banco Central voltar a atuar no câmbio, com bem menos intensidade do que no governo Dilma, para o dólar interromper a queda. Na sexta e hoje, o BC ofertou os chamados swaps cambiais reversos, que são um compromisso de compra da moeda. Com isso, reverte posições assumidas lá atrás, quando a intenção era segurar a alta, com a venda da moeda, o que custa caro, e dá uma segurada na pressão de baixa. Como o novo presidente do BC, Ilan Goldfajn, defendeu o câmbio flutuante, com menos intervenções, o mercado foi testando até onde o dólar poderia cair, já que outros fatores também estavam impulsionando a baixa. Mas,voltando a atuar, o que não acontecia desde maio, o Banco Central mostra que está alerta e não vai deixar a cotação derreter. O dólar baixo demais pode afetar o começo de recuperação da competitividade da produção brasileira, da capacidade de concorrência com os produtos estrangeiros. O dólar perto de R$ 3 já estava gerando preocupação e muita chiadeira entre os exportadores. Afinal, estratégias de expansão dos negócios foram definidas contando com cotação mais alta, de até R$ 3,50. e podem ficar inviáveis com cotação muito mais baixa. E as exportações são uma janela de oportunidade para a indústria expandir a atividade com foco no mercado externo, já que não dá pra contar com uma retomada do consumo doméstico a curto prazo. As projeções quanto ao saldo comercial deste ano já estavam até sendo revistas. A balança tem batido recordes de superávit, garantidos por uma queda das importações superior à das exportações. Alguns setores até estão vendendo mais para o exterior, mas em quantidade. O retorno financeiro ainda não é muito perceptível. Mas já tem ajudado para uma leve reação da indústria. Portanto, é importante que o dólar permaneça num patamar um pouco mais alto. A atuação do BC pode até não segurar a queda, mas dá uma freada. O problema é que, além de atrapalhar um pouco os planos de viagem e de compra dos turistas brasileiros, ainda colabora menos para a queda da inflação. As projeções do mercado para o IPCA voltaram a cair, em parte, pelo recuo do dólar. De acordo com o relatório Focus, do Banco Central, analistas do mercado, agora, prevêem a inflação em 7,27% este ano e em 5,43% em 2017. Outros fatores, como os juros altos e a recessão, podem continuar derrubando a inflação. O mercado até melhorou um pouco a expectativa quanto ao desempenho da economia, mas ainda prevê uma retração do PIB de 3,35% este ano, com expansão de apenas 1% no ano que vem. Eu volto na quinta.
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