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Ainda não há ações efetivas nas contas públicas

A inflação tem mostrado mais resistência que se esperava. Vários índices têm ficado acima do previsto.

Ainda não há ações efetivas nas contas públicas A inflação tem mostrado mais resistência que se esperava. Vários índices têm ficado acima do previsto.
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A inflação tem mostrado mais resistência que se esperava. Vários índices têm ficado acima do previsto. Daí a projeção de IPCA mais alto neste ano. Alimentação está mais cara, de novo, por fatores climáticos, que têm comprometido a oferta de alguns produtos. Os preços de commodities, inclusive agrícolas, também estão subindo no exterior. Teve aumento autorizado de remédios. Outros produtos subiram pela elevação de imposto, do IPI, como cigarros. Agora tem o reajuste dos planos médicos. A projeção pra este mês é de IPCA em 0,74%. De qualquer modo, a expectativa ainda é que fique, neste ano, bem abaixo do ano passado e, no ano que vem, abaixo do teto da meta. Essa sinalização é que leva o mercado a prever algum corte dos juros básicos. Não na reunião desta semana do Copom, do Comitê de Política Monetária do Banco Central. Porque agora, além dessa inflação mais alta, ainda tem a transição de governo, da direção do Banco Central. O novo presidente, Ilan Goldfajn, será sabatinado nesta terça, no Senado. Em tese poderia participar da segunda etapa da reunião, na quarta. Mas seria um recado meio confuso para o mercado. Até porque os cortes dos juros também vão depender de um ajuste das contas públicas. E, por enquanto, ainda não há ações efetivas para melhoria do quadro fiscal. Apenas as propostas de limitação dos gastos e de reforma da Previdência. E o próprio Copom, na ata da última reunião, salientou a importância de uma política contracionista, em que os gastos não avancem mais que a receita, para um controle mais efetivo da inflação. Em tempo: a inflação alta, além de atrapalhar o corte dos juros e de pesar no poder de compra de todos nós, continua prejudicando a caderneta de poupança, que perdeu quase 6 bilhões e 600 milhões de reais em depósitos e teve o pior maio desde 95. Muitos investidores estão sacando pra fechar as contas do mês, mas, também porque a caderneta vem apanhando da inflação e de outras aplicações. Eu volto na quinta. Até lá.
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