Fabrício Carpinejar entrevista seu próprio pai em “A Máquina”

O programa A Máquina da TV Gazeta preparou um programa especial para homenagear o Dia dos Pais. Na próxima terça, (12/08), às 23h30, o apresentador Fabricio Carpinejar entrevista seu próprio pai, o poeta Carlos Nejar.

Na conversa de pai para filho, Carlos fala sobre a felicidade. “Se a felicidade é uma conquista, até certo ponto eu sou feliz. Mas falta o absoluto”.

O poeta, que é um dos grandes nomes da literatura nacional, conta que sua família não aceitava sua escolha de carreira. “Eu fui o menino que sobreviveu, porque meu pai era comerciante e queria que eu fosse também. E eu sou poeta. Então, como poeta eu me tornei uma aberração no meio da família”.

Questionado pela Máquina se tem medo da morte, Carlos revela que já está preparado para o fim e acredita que a palavra vence a morte. “O caminho normal da carne é o desaparecimento, e o caminho normal da palavra é a ressureição. Um ser só morre quando já morreram todas suas palavras”.

Nos momentos de reflexão, Carlos fala sobre não ter ido ao enterro dos próprios pais. “Nas duas mortes eu não estava no lugar e não daria tempo de eu ir. Mas eu dei graças a deus porque eu guardo uma imagem viva dos dois. Eu só vou ao meu próprio enterro porque serei obrigado”.

Ainda no programa, o poeta afirma que se tivesse que escolher ter escrito tudo o que escreveu ou encontrar Elza, sua esposa, ele escolheria tê-la encontrado. “Não adianta nada escrever grandes versos e ser profundamente vazio. Nós viemos ao mundo para ser feliz também, para conhecer o amor e ter plenitude. A vida é maior que a poesia”.

A entrevista na íntegra vai ao ar na próxima terça-feira (12/08), às 23h30.

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Foto: Divulgação/Yuri Andreoli

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