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A alta do desemprego e a queda na renda do brasileiro

Confira o conteúdo exclusivo da TV Gazeta - A alta do desemprego e a queda na renda do brasileiro

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A renda média dos trabalhadores está caindo no país inteiro, a gente soube pela nova pesquisa nacional de emprego do IBGE, a Pnad Contínua.
Antes, a gente sabia que a situação do emprego vinha piorando um pouco desde o final de 2013, nas grandes metrópoles. A situação no restante do Brasil era melhor. Agora, o desemprego aumenta e o salário cai na média do Brasil inteiro.
Em relação ao início do ano passado, a renda média caiu 0,4%. Parece pouco, mas uma das características mais importantes da economia nos dez anos até 2013, mais ou menos, era de alta forte do salário. Agora, na média, cai. Isso significa que quem ganhava mais está perdendo emprego, quem consegue trabalho está sendo admitido por salários menores. Isso é recessão.
O número de pessoas empregadas ainda subiu um pouquinho, 0,7%, sobre abril do ano passado. Mas há mais gente que procura trabalho e não encontra. A taxa de desemprego é isso: a proporção das pessoas que quer trabalho e não consegue, que subiu de 7,1% para 8%.
A má notícia é que os motivos que estão causando desemprego agora vão continuar a atrapalhar a vida de quem quer trabalho. Quer dizer, a paradeira na economia ainda vai aumentar até pelo menos o início do terceiro trimestre, lá por setembro, segundo as previsões mais consensuais.
Dá para fazer alguma coisa para evitar esse aumento de desemprego? Infelizmente, não. Além dos problemas herdados do primeiro governo Dilma, o próprio conserto desses problemas vai causar mais desemprego: o corte de gastos do governo, o aumento da taxa de juros para controlar a inflação. É uma terapia dolorosa e muito triste.
O governo prepara algumas medidas para começar a mudar a situação, que no entanto vão demorar a fazer efeito: mudança de impostos, para diminuir custos para empresas, e um programa de obras em estradas, portos, ferrovias e aeroportos, a serem executados pela iniciativa privada, coisas que vão ter mais efeito no ano que vem.
Neste ano, a coisa só vai melhorar se houver confiança que a economia vai esta mais em ordem, com as contas do governo menos desarrumadas e com a inflação caindo. Enfim, com a confiança de que passou o período de desordem na administração da economia.
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