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A expansão do PIB é mais um passo fora da crise

Comentário de Economia, com Denise Campos de Toledo.

A expansão do PIB é mais um passo fora da crise Comentário de Economia, com Denise Campos de Toledo.
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Comentário de Economia, com Denise Campos de Toledo.

"A expansão de 1% do PIB pode parecer pequena, mas, o mais importante, é que mostra que o Brasil saiu da recessão, depois de dois tombos consecutivos de 3,5% em 2015 e em 2016. A retomada ainda foi meio desigual, com alguns setores devendo desempenho melhor.

A construção, por exemplo, recuou 5%, os investimentos ficaram abaixo do ano anterior. Mas, se considerarmos o comportamento da economia mais para o final do ano, o balanço do último trimestre sobre o mesmo período de 2016, temos indicações de uma reação mais consistente da atividade, com expansão maior da indústria, do consumo, crescimento das exportações, das importações e, até, dos investimentos, da chamada formação bruta de capital fixo.

O que é relevante em termos de perspectivas. A tendência é de confirmação mesmo das projeções de uma expansão de até 3% do PIB, neste ano, que deve fazer com que a população tenha uma percepção mais clara da retomada da atividade econômica. Porque, por enquanto, quando se fala em crescimento, muita gente ainda desconfia. E não é à toa. O desemprego continua muito alto; ainda há uma perda de poder de compra que vem da época de inflação mais alta, o endividamento permanece elevado, assim como os atrasos de pagamento. Indicadores que também devem melhorar ao longo deste ano.

O desemprego deve cair mais, com a aceleração do crescimento, num ambiente de inflação baixa, que pode levar a mais cortes dos juros. Podemos dizer que estão dadas as condições para a economia engatar um processo mais firme de retomada. O que atrapalha e traz alguma incerteza é o desequilíbrio das contas públicas, que afeta a economia sob vários aspectos, inclusive no que se refere à credibilidade e à disposição para investimentos e ampliação dos negócios.

Não tem crescimento que se sustente em prazo mais longo com o governo não tendo como gerar saldos pra reduzir a dívida pública. É uma questão que, se não for bem administrada, em algum momento, vai barrar o crescimento da economia. Por isso se fala tanto na necessidade de o futuro governo retomar questões polêmicas como a Reforma da Previdência, que viabilizem o ajuste fiscal. Boa noite."
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