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Juros do crediário devem demorar mais a cair

Comentário de Economia, com Denise Campos de Toledo.

Juros do crediário devem demorar mais a cair Comentário de Economia, com Denise Campos de Toledo.
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A queda da inflação, combinada com o ainda fraco desempenho da economia, continua permitindo uma maior ousadia, responsável, do Banco Central na redução dos juros básicos. É bem possível que a taxa Selic feche o ano abaixo mesmo dos 9% como já prevê o mercado. Agora, essa é a expectativa quanto aos juros básicos, porque nas taxas do crediário um corte maior vai demorar mais pra acontecer. Os bancos seguem muito cautelosos pelo risco de inadimplência. E risco que não deve diminuir enquanto o desemprego seguir em alta. E os dados são pra lá de negativos, não só pela taxa oficial, que mostra mais de 13 milhões e meio de desempregados no País, mas também pelo enorme contingente dos que sequer estão procurando uma colocação, dadas as dificuldades do mercado, ou estão fazendo bicos, na informalidade, o que também afeta a capacidade de pagamento de dívidas. O governo vem tomando medidas pontuais pra derrubar mais os juros na ponta final, mas com impacto limitado. Até no rotativo do cartão. Não se pode falar em uma redução mais efetiva das taxas. O que mudou foi a modalidade de crédito. Não dá mais pra ficar rolando indefinidamente a dívida com aquelas taxas que passam dos 480% ao ano. Agora, depois de um mês, o consumidor tem de entrar no parcelamento. Essa opção já existia e, por aí, não há tanta diferença dos juros. Os principais bancos vão cobrar taxas na faixa dos 9% ao mês. Veja só: taxas mensais acima do que se espera que a taxa básica, anual, encerre 2017. O custo do parcelamento vai continuar muito pesado. Melhor, se possível, optar por outras linhas mais baratas, como o consignado ou um empréstimo pessoal. Mas, o melhor mesmo é só usar o cartão se der pra pagar tudo na primeira fatura ou no parcelamento "das compras", sem juros, desde que não se constate aumento de preços. Quanto ao custo do crédito, em geral, a queda deve se dar aos poucos, na medida em que a economia tenha uma reação mais firme, o que pode acontecer mais para o final do ano, dando uma freada no desemprego. Eu volto na quinta. Até lá
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