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Dividida, esquerda francesa não tem chance

Comentário de Política Internacional, com João Batista Natali.

Dividida, esquerda francesa não tem chance Comentário de Política Internacional, com João Batista Natali.
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Os liberais e o povo da esquerda têm algo em comum. Eles gostam de sofrer. Não queriam que os britânicos deixassem a União Europeia. E eles deixaram. Não queriam que Donald Trump fosse eleito. Mas ele foi. E agora, já que miséria pouca é bobagem, eles têm certeza de que Marine Le Pen, da extrema-direita, será eleita presidente da França. Pois eu sinto muito. Ela não ganha essa eleição. Marine Le Pen chegará na frente no primeiro turno, em 23 de abril. Mas, quem quer que seja o adversário dela, ela vai ser massacrada no segundo turno de 7 de maio. Marine Le Pen é um horror. Ela quer que a França deixe a União Europeia. Quer abandonar o euro e ressuscitar o franco francês. Quer fechar as fronteiras para os imigrantes muçulmanos. E, é ainda por cima, é a candidata preferida da Rússia. Até o mês passad o, o candidato bem colocado para derrotá-la era François Fillon, um ex-primeiro-ministro da direita. Mas ele foi abatido em pleno voo, pela revelação de que a mulher dele, chamada Penélope, foi funcionária fantasma do gabinete de deputado do marido. Com o declínio de Fillon, quem deve ser o finalista do segundo turno é Emmanuel Macron. Esse rapaz tem apenas 39 anos, e já foi o ministro da Economia, do presidente socialista François Hollande. Ele fundou um movimento que mistura neoliberalismo com ideias de centro-esquerda. Macron tem agora tudo para ser o próximo presidente. A esquerda francesa está dividida entre quatro candidatos, e sem a menor chance de chegar ao segundo turno. Ela acusa Macron de querer desmontar o Estado de bem-estar social, de dimimuir gastos com a educação, a saúde e os transportes. Em tempo, a última pesquisa eleitoral diz que Macron d errotaria Marine Le Pen por 65 a 35 por cento dos votos. Eu sei que a esquerda masoquista ficará meio chateada com isso. Mas não precisa desistir. Ela já pode começar a sofrer com o medo de que o próximo presidente do Brasil será o deputado Jair Bolsonaro. É assim que o mundo gira. Boa noite.
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