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Iraque e Síria viram matadouros humanos

Comentário de Política Internacional, com João Batista Natali.

Iraque e Síria viram matadouros humanos Comentário de Política Internacional, com João Batista Natali.
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Na Síria e no Iraque estão acontecendo ao mesmo tempo duas tragédias. As informações chegam hoje de Aleppo e de Mossul. São duas cidades destroçadas, cada uma com seu drama. Vejamos Aleppo, na Síria. Os bairros a leste da cidade estão desde 2012 sob o controle dos rebeldes. Eles querem derrubar a ditadura de Bashar Al Assad. E a ideia que desencadeou a guerra civil há cinco anos. Mas Al Assad é aliado da Rússia. E os russos respeitaram uma trégua de dez dias, mas anunciaram hoje que voltarão a cobrir de bombas os inimigos do ditador. Acontece que os rebeldes lançaram uma contraofensiva. Segundo observadores britânicos, dispararam centenas de mísseis e mataram civis. Quem sofre são os quase 300 mil moradores do setor leste de Aleppo. Mas vamos para a cidade iraquiana de Mossul. Ela foi tomada há dois anos pelos terroristas do Estado Islâmico. Há duas semanas, foi lançada uma ofensiva para desalojá-los. A ONU disse, hoje, que o Estado Islâmico sequestrou na região 7 mil famílias, para transformá-las em escudo humano. Os terroristas do Estado Islâmico são na cidade 6 mil. Mas as forças que os combatem têm cinco vezes mais soldados. Os terroristas estão em inferioridade militar. A única coisa que eles podem fazer é ganhar tempo. Usam seres humanos como escudo para proteger a retirada das riquezas que saquearam. Ou então usam armas químicas para impedir a aproximação dos inimigos. A existência dessas armas foi hoje mais uma vez denunciada pela ONU. Há uma última questão sobre Mossul e em Aleppo. Em nenhuma das duas cidades existe o combate de um único grupo contra um outro. Só no caso de Mossul, enfrentam o Estado Islâmico o exército regular iraquiano, milícias xiitas que vieram do Líbano e xiitas do Iraque. Tem muito sangue despejado nesse matadouro do Oriente Médio. E o sangue sunita não é diferente do sangue xiita. É sangue humano. É assim que o mundo gira. Boa noite.
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