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Polícia mata negro desarmado nos EUA, e população reage

Polícia mata negro desarmado nos EUA, e população reage

Polícia mata negro desarmado nos EUA, e população reage Polícia mata negro desarmado nos EUA, e população reage
Vamos falar da comunidade negra dos Estados Unidos. No sábado passado, a polícia do Estado do Missouri matou um jovem negro desarmado. Ele se chamava Michael Brown e tinha apenas 18 anos. Aconteceu num subúrbio de Saint Louis, chamado Ferguson. A população reagiu. E há quatro dias Ferguson está em pé de guerra. Nos Estados Unidos, são negros 13 por cento da população. Em Ferguson essa minoria vira maioria. Dois terços são negros. E vejam que curioso. O subúrbio tem 53 policiais. Mas apenas três são negros. A tensão racial no Missouri tem mobilizado entidades de direitos humanos. Até Barrack Obama entrou na história para pedir calma à população. Mas a questão é outra. A polícia insiste em não revelar a identidade do policial que matou Michael Brown. Ela está acobertando um assassino em seus quadros. Episódios como esse são periódicos na história racial americana. E não poderia ser diferente. Os negros têm uma escolaridade menor. E também uma renda familiar menor que a dos brancos. Dois terços dos brancos têm casa própria. E mais da metade dos negros moram de aluguel. A coisa já foi pior, antes das leis de direitos civis, nos anos 1960. Essas leis proibiram a descriminação racial. E acabaram com o imposto do voto. Quem não pagasse o imposto, não votava, e era marginalizado da política. Missouri fica no centro-oeste. Por lá e entre seus vizinhos do Sul, onde a questão racial sempre foi mais aguda, existem políticas de incentivo fiscal para atrair empresas de alta tecnologia. Isso faz com que o poder aquisitivo dos pobres, sobretudo dos negros, suba mais rápido que o dos brancos. Mas isso não basta. É preciso mudar a mentalidade das pessoas. E os brancos ainda se julgam superiores. Querem manter seus privilégios. E tudo isso no momento em que os Estados Unidos têm o primeiro presidente negro de sua história. É assim que o mundo gira. Boa noite.
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