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Casos de antissemitismo crescem na Argentina

O antissemitismo é uma doença cultural. Muita gente ainda a carrega. O país em foco agora é a Argentina.

Casos de antissemitismo crescem na Argentina O antissemitismo é uma doença cultural. Muita gente ainda a carrega. O país em foco agora é a Argentina.
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O antissemitismo é uma doença cultural. Muita gente ainda a carrega. O país em foco agora é a Argentina. E isso por dois episódios. O primeiro foi a compra, em leilão, do último uniforme militar de Adolf Hitler. O comprador argentino pagou por ele R$ 2 milhões e 200 mil. O segundo episódio foi a divulgação de um relatório da Daia, que é a Delegação de Associações Israelitas Argentinas. Ela informou que os atos de hostilidade aos judeus cresceram em 55% no ano passado. Foram quase 500. São agressões verbais, pichações em sinagogas. Isso é monstruoso. A Argentina tem a quinta maior população judaica mundial, fora de Israel e dos Estados Unidos. São 184 mil habitantes. É mais que o Brasil, onde os judeus são 110 mil. Mas a questão não está no tamanho dessa minoria religiosa e cultural. Está no preconceito do qual ela é vítima. Os argentinos construíram no século 19 um país com um espírito nacional consistente. Mas para uma minoria, esse sentimento tem uma certa fragilidade. E cada episódio de antissemitismo é uma nova demonstração de insegurança. É um absurdo achar que o judeu continua a ser um estrangeiro, depois de quatro ou cinco gerações com raízes no país. E considerar que ele é potencialmente um inimigo. Aconteceram na Argentina os dois maiores atentados antissemitas da América Latina. Em 1992, explodiram a Embaixada de Israel em Buenos Aires. E dois anos depois, foi a explosão da Amia, uma entidade filantrópica e cultural. Os dois atentados deixaram 114 mortos. Pois o atentado da Amia ainda deu muito pano sujo para a manga. Agentes do serviço secreto do Irã estavam envolvidos. A ex-presidente Cristina Kirchner deu cobertura para eles, em troca de vantagens comerciais. O promotor de justiça Alberto Nisman estava investigando o caso. Ele foi assassinado em janeiro do ano passado. Tudo indica que ele foi a última vítima do atentado de 1994 da Amia. É assim que o mundo gira. Boa noite
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