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Peruanos vão escolher entre dois conservadores

Pois então acontece no Peru, neste domingo, o segundo turno da eleição presidencial. É uma eleição meio sem graça, por qualquer critério do Brasil, da Argentina ou da Bolívia. Isso porque não existe uma disputa entre a esquerda e a direita. Os dois finalistas são conservadores, e não querem mexer no capitalismo peruano. Dá até para entender. O país está crescendo 4 por cento ao ano. E a inflação é pequeninha, um quarto da brasileira. Essa herança está sendo deixada pelo presidente Ollanta Humala. Ele foi eleito pela esquerda, mas caprichou num governo de orientação liberal. O fato é que a eleição do domingo é uma disputa de imagens. De um lado, um ex-ministro da Fazenda, Pedro Pablo Kuczinski. Ele tem um sobrenome complicado, e por isso é chamado pela sigla de PPK. De outro lado, Keiko Fujimori. Ela quase se elegeu há cinco anos, e é a filha do ex-ditador Alberto Fujimori. O fujimorismo é uma espécie de populismo conservador. Keiko tem mais ou menos o mesmo estilo. Mas ela é uma democrata. Não fecharia o Congresso e o Judiciário, como fez o pai dela em 1992. E tudo indica que não tem o rabo preso com a Justiça. O pai de Keiko está preso, condenado a 25 anos de prisão. A Transparência Internacional diz que ele roubou 6 bilhões de dólares. Mas o resumo da ópera é que a campanha eleitoral, que termina hoje à noite, virou um tiroteio de ataques pessoais. Imaginem que em Lima, a capital do Peru, circulam 27 jornais. Eles trazem acusações para o gosto de qualquer freguês. Um dos escândalos dessa quinta-feira é a revelação de que Fujimori mandou esterilizar índias da etnia shipiba, que é natural da Amazônia. Pois bem, pesquisas de intenção de voto dão a Keiko Fujimori uma vantagem de cinco pontos sobre PPK. No fundo, tanto faz. O que interessa é que o Peru, com seus 30 milhões de habitantes, é um país que passou longe da crise. E é um país que deu certo. É assim que o mundo gira. Boa noite.

Peruanos vão escolher entre dois conservadores Pois então acontece no Peru, neste domingo, o segundo turno da eleição presidencial. É uma eleição meio sem graça, por qualquer critério do Brasil, da Argentina ou da Bolívia. Isso porque não existe uma disputa entre a esquerda e a direita. Os dois finalistas são conservadores, e não querem mexer no capitalismo peruano. Dá até para entender. O país está crescendo 4 por cento ao ano. E a inflação é pequeninha, um quarto da brasileira. Essa herança está sendo deixada pelo presidente Ollanta Humala. Ele foi eleito pela esquerda, mas caprichou num governo de orientação liberal. O fato é que a eleição do domingo é uma disputa de imagens. De um lado, um ex-ministro da Fazenda, Pedro Pablo Kuczinski. Ele tem um sobrenome complicado, e por isso é chamado pela sigla de PPK. De outro lado, Keiko Fujimori. Ela quase se elegeu há cinco anos, e é a filha do ex-ditador Alberto Fujimori. O fujimorismo é uma espécie de populismo conservador. Keiko tem mais ou menos o mesmo estilo. Mas ela é uma democrata. Não fecharia o Congresso e o Judiciário, como fez o pai dela em 1992. E tudo indica que não tem o rabo preso com a Justiça. O pai de Keiko está preso, condenado a 25 anos de prisão. A Transparência Internacional diz que ele roubou 6 bilhões de dólares. Mas o resumo da ópera é que a campanha eleitoral, que termina hoje à noite, virou um tiroteio de ataques pessoais. Imaginem que em Lima, a capital do Peru, circulam 27 jornais. Eles trazem acusações para o gosto de qualquer freguês. Um dos escândalos dessa quinta-feira é a revelação de que Fujimori mandou esterilizar índias da etnia shipiba, que é natural da Amazônia. Pois bem, pesquisas de intenção de voto dão a Keiko Fujimori uma vantagem de cinco pontos sobre PPK. No fundo, tanto faz. O que interessa é que o Peru, com seus 30 milhões de habitantes, é um país que passou longe da crise. E é um país que deu certo. É assim que o mundo gira. Boa noite.
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Pois então acontece no Peru, neste domingo, o segundo turno da eleição presidencial. É uma eleição meio sem graça, por qualquer critério do Brasil, da Argentina ou da Bolívia. Isso porque não existe uma disputa entre a esquerda e a direita. Os dois finalistas são conservadores, e não querem mexer no capitalismo peruano. Dá até para entender. O país está crescendo 4 por cento ao ano. E a inflação é pequeninha, um quarto da brasileira. Essa herança está sendo deixada pelo presidente Ollanta Humala. Ele foi eleito pela esquerda, mas caprichou num governo de orientação liberal. O fato é que a eleição do domingo é uma disputa de imagens. De um lado, um ex-ministro da Fazenda, Pedro Pablo Kuczinski. Ele tem um sobrenome complicado, e por isso é chamado pela sigla de PPK. De outro lado, Keiko Fujimori. Ela quase se elegeu há cinco anos, e é a filha do ex-ditador Alberto Fujimori. O fujimorismo é uma espécie de populismo conservador. Keiko tem mais ou menos o mesmo estilo. Mas ela é uma democrata. Não fecharia o Congresso e o Judiciário, como fez o pai dela em 1992. E tudo indica que não tem o rabo preso com a Justiça. O pai de Keiko está preso, condenado a 25 anos de prisão. A Transparência Internacional diz que ele roubou 6 bilhões de dólares. Mas o resumo da ópera é que a campanha eleitoral, que termina hoje à noite, virou um tiroteio de ataques pessoais. Imaginem que em Lima, a capital do Peru, circulam 27 jornais. Eles trazem acusações para o gosto de qualquer freguês. Um dos escândalos dessa quinta-feira é a revelação de que Fujimori mandou esterilizar índias da etnia shipiba, que é natural da Amazônia. Pois bem, pesquisas de intenção de voto dão a Keiko Fujimori uma vantagem de cinco pontos sobre PPK. No fundo, tanto faz. O que interessa é que o Peru, com seus 30 milhões de habitantes, é um país que passou longe da crise. E é um país que deu certo. É assim que o mundo gira. Boa noite.
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