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Tranquem os cofres, escondam as crianças: os PMDBs estão em guerra

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As ruas, como é óbvio, podem decidir. Mas, à parte ritual do impeachment sendo definido pelo Supremo, o destino de Dilma presidente depende cada vez mais dos PMDBs e associados.

E os PMDBs estão em guerra.

Tem o PMDB do Temer, o do Eduardo Cunha, o PMDB do Renan e, nos ensina a História, tem o PMDB de uma miríade de anões de todos orçamentos. Com as exceções de praxe.

Ao contrário da rima rica no poema de Drummond, os PMDBs não se amam. Podem terminar se entendendo em parte, a depender do butim, mas hoje guerreiam entre si.

Temer, o vice, quer o lugar de Dilma. Renan, que comanda o Senado, quer salvar o pescoço. Renan já foi ministro da Justiça, de Fernando Henrique.

Portanto, Renan sabe que um presidente nomeia o ministro da justiça, que nomeia o diretor da Polícia Federal. A PF, a depender do comando, pode investigar mais ou menos.

Quem conheceu a PF dos anos 90, início do século 21, sabe dos que estamos falando...Renan e Temer têm o que conversar.

Eduardo Cunha deu a largada no impeachment. Entregue o serviço, tornou-se dispensável. Em uma semana viu acelerar-se seu ingresso na lata de lixo da história.

Por isso, e por tanto, Cunha tem murmurado juras entre seus bem mais de 40. De Cunha, Dilma só pode esperar vingança. De Temer, Dilma sabe só contar com o Latim.

Sarney contava com os PMDBs, e PMDBs sob comando de Ulysses Guimarães. Terminou como terminou. Collor contava com um bando. Que como bando acabou.

Fernando Henrique começou a governar equilibrando-se entre ACM e os seus e os PMDBs. Terminou com os PMDBs em alta. A história registra o que foi o final.

Lula tentou escapar aos PMDBs com o PL, depois PR, de Valdemar da Costa Neto, com o PTB de Robertão Jefferson e, digamos, agrupamentos similares. A conta foi o chamado "mensalão".

No segundo governo, Lula já estava rendido aos PMDBs. De maneira marcante, digitais dos PMDBs estão no chamado "Petrolão". Em companhia de petistas, e figuras de vários outros partidos.

Dilma está onde, com quem e como está. Porque isso, esse processo que se aprofunda, é, tem sido cada vez mais Sistêmico.
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