TV Gazeta ícone da TV Gazeta ícone da TV Gazeta +551131705643 TV Gazeta - Programação ao vivo, receitas, notícias, entretenimento, esportes, jornalismo, ofertas, novidades e muito mais no nosso site. Vem pra #NossaGazeta!
Av. Paulista, 900 - Bela Vista 01310-940 São Paulo SP BR
ícone da TV Gazeta TV Gazeta - Programação ao vivo, receitas, notícias, entretenimento, esportes, jornalismo, ofertas, novidades e muito mais no nosso site. Vem pra #NossaGazeta! TV Gazeta, Receitas, Revista da Cidade, Você Bonita, Mulheres, Gazeta Esportiva, Jornal da Gazeta, Mesa Redonda, Troféu Mesa Redonda, Papo de Campeões, Edição Extra, Gazeta Shopping, Gazeta Superofertas, Fofoca

Os impactos do rombo nas contas públicas

Confira o conteúdo exclusivo da TV Gazeta - Os impactos do rombo nas contas públicas

Os impactos do rombo nas contas públicas Confira o conteúdo exclusivo da TV Gazeta - Os impactos do rombo nas contas públicas
Logo do programa Jornal da Gazeta
As contas públicas nunca estiveram tão ruins como agora. 2015 vai fechar com rombo histórico. Se o rombo não for aprovado pelo Congresso, na forma de uma revisão da meta fiscal, o governo pode ter problemas legais - contas rejeitadas pelo TCU, pedidos de processo de impeachment. Por isso já anunciou esse corte de mais de 11 bilhões nos gastos. Vai segurar o que puder, comprometendo até repasses pra áreas prioritárias, o pagamento de despesas. Com o congelamento dos gastos, além de tentar evitar mais dor de cabeça do lado jurídico, também procura, claro, pressionar o Congresso pra ver se consegue a tal aprovação da revisão da meta, o endosso para o déficit recorde das contas. Aprovação que ficou mais difícil com a prisão do líder Delcídio do Amaral, negociador do governo no Congresso. Agora, mesmo que vença essa batalha e a meta seja revista, para a economia não teremos qualquer alívio. O déficit ainda será histórico e, pior, sem perspectiva de uma mudança maior no ano que vem. O governo não tem uma proposta mais consistente pra colocar a casa em ordem. Com a recessão comprometendo a geração de impostos, fica querendo garantir receita extra com medidas polêmicas, como repatriação de recursos ou a volta da CPMF. Nada de uma reestruturação maior dos gastos. Isso fica na conversa. Na prática, são só remendos pra empurrar a situação com a barriga. Situação que está cada vez mais complicada. Veja só: o governo não consegue garantir o superávit das contas. Superávit que seria usado para pagar os juros da dívida púlica. E a dívida não para de subir, pressionada, principalmente, pelos juros altos. No acumulado do ano, os juros somaram mais de 426 bilhões de reais contra menos de 231 bilhões do mesmo período do ano passado. É como uma pessoa que precisa economizar pra cobrir o cheque especial. Só que, em vez de gerar uma sobra no orçamento, continua gastando mais do que recebe, e a dívida do cheque especial não para de crescer. O que acontece numa situação como essa? A pessoa começa a ser vista como alguém que pode dar um calote. No caso de um País, isso leva ao rebaixamento da nota de avaliação de risco pelas agências internacionais, com consequente perda de investimentos estrangeiros. E mais: quem não tem sobra de orçamento também não investe, tem de adiar projetos, deixar de cuidar da casa. Sair da crise fica mais difícil. O governo gastador também ajuda a pressionar a inflação e o Banco Central pra evitar descontrole pode subir mais os juros. Eu volto na quinta. Até lá.
Leia mais sobre:
Siga o Jornal da Gazeta nas redes sociais