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Simoninha

 

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Simoninha

 

Filho primogênito de Wilson Simonal, Simoninha mostra que o talento musical é algo que está no sangue!

 

Músico, compositor, intérprete e produtor, Simoninha está no ramo há mais de 20 anos e já trabalhou com grandes nomes como Jorge Ben Jor, Caetano Veloso, Seu Jorge, Ed Motta e Maria Rita, filha de Elis Regina, parceira musical fiel de seu pai.

 

 

Aprecie os “5 Discos” de Simoninha!

 

 

 

 

What’s going on – Marvin Gaye – 1971

 

Três anos antes do lançamento, Marvin Gaye estava devastado pela morte de sua parceira musical Tammi Terrell, em decorrência de um tumor no cérebro, e estava pensando seriamente em largar a carreira musical (e talvez se dedicar ao futebol americano para jogar no Denver Broncos!). Porém, o sucesso obtido como produtor de um disco do The Originals, fez com que ele desistisse da ideia e produzisse seu próprio trabalho. What’s Going On retrata a sociedade norte americana no início da década de 70, como a guerra do Vietnã, onde os Estados Unidos estavam sendo massacrados, o abuso de drogas pela população e a violência policial contra a população negra, que vinha sofrendo muito.

 

“Clássico de 1971, um disco que me acompanha desde a infância até hoje. Na minha infância ele foi muito marcante porque é um disco que marcou a “soul music”, a ligação que eu criei com essa onda musical e depois, 30 anos depois, continua me marcando em outros momentos da minha vida. Eu andando por Nova Iorque depois do 11 de setembro e aquele disco todo fazendo um sentido tremendo pra mim e pra minha história.”

 

 

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A Nova Dimensão do Samba – Wilson Simonal – 1964

 

Considerado o marco divisor da música brasileira pós Bossa Nova e também o melhor disco da carreira de Simonal, este disco, o segundo da carreira de Simonal, traz em si, a evolução do samba-jazz. Com influências de grandes crooners como Frank Sinatra e Ray Charles, Simonal canta à frente de uma big band orquestrada por Eumir Deodato e Lyrio Panicalli. A gravação do disco foi possível graças à abertura recebida após o lançamento de um compacto que continha as duas principais faixas do álbum: Nanã e Lobo Bobo. Também estão incluídas no disco, grandes canções de renomeados artistas como Só Saudade e Inútil Passagem, de Tom Jobim.

 

“Um “discaço”, um disco que dá um passo à frente na MPB, arranjos incríveis, uma interpretação como raras vezes se viu na MPB, de um garoto de 20 e poucos anos. Um disco que eu tenho o maior carinho e o repertório é um divisor de águas na MPB.”

 

 

 

 

I am – Earth, Wind & Fire – 1979

 

Nono disco de estúdio gravado pelo grupo, I Am recebeu muitos prêmios. Além do certificado de disco duplo de platina, o álbum carrega dois Grammys por Melhor Performance Vocal em R&B Por Uma Dupla, Grupo ou Coral além de ser nomeado para outras três categorias. O produtor e líder do grupo, Maurice White, também fora nomeado para a categoria Produtor do Ano. Um fato curioso, é que a canção In The Stone, presente no disco, foi usada como tema de abertura para o programa Porta Da Esperança, do SBT.

 

“Bom, saindo da adolescência e entrando na vida adulta, é um disco que eu escutava a todo volume e fazia som em festinha e é um disco que não podia faltar, desde a abertura que começava com “In The Stone” e depois outros sucessos do Earth, Wind & Fire.”

 

 

 

 

Elis & Tom – Elis Regina e Tom Jobim – 1974

 

Elis recebeu o convite para gravar este disco com Tom Jobim, como uma forma de agrado por seus dez anos de contrato com a gravadora Phillips. Foi um pedido da cantora. Apesar de já ter alcançado um patamar de sucesso, após 12 discos lançados em sua carreira, segundo o empresário de Elis, Roberto De Oliveira, lhe faltava prestígio. Segundo ele, cantoras como Gal Costa e Maria Bethânia tinham prestígio e Elis não. Do outro lado, Tom Jobim já era muito consagrado, suas canções já haviam vencido Grammys e já era considerado um dos maiores nomes da música brasileira.

 

O álbum traz sucessos mundialmente famosos e atemporais. Citemos Águas De Março, Corcovado, obviamente, Só Tinha De Ser Com Você e Inútil Paisagem. Bem por isso, o disco foi e ainda é um sucesso absoluto de crítica e um dos mais vendidos, tanto em LP, quanto em CD, da história da música brasileira.

 

“Um clássico né, todo mundo já conhece muito esse disco. Elis no auge, César Camargo Mariano no auge, músicos incríveis, Paulinho Braga, Luizão Maia e todos celebrando a obra do mestre Tom Jobim. Esse disco é realmente uma obra prima.”

 

 

 

 

Stevie Wonder’s Original Musiquarium I – Stevie Wonder – 1982

 

Disco duplo lançado em 1982 por Stevie que reuniu canções muito famosas da década anterior. Nos discos, estão canções dos álbuns: Talking Book, Innervisions, Fulfillingness’ First Finale, Music, Songs In The Key Of Life, Stevie Wonder’s Journey through “The Secret Life Of Plants” e Hotter Than July. O álbum ainda conta com quatro canções inéditas: Front Line, Ribbon In The Sky, That Girl e Do I Do, esta última teve participação especial de Dizzy Gillespie.

 

“Esse disco é uma coletânea, mas ele resume muito os anos 70 pra mim. Eu escutava muito esse disco também chegando aos 18 anos, eu vivi muito isso, gravei muita fita, é um disco que me marca afetivamente de forma muito poderosa.”

 

 

Ouça e confira as histórias de outras músicas relacionadas a esse episódio!

 

 

 

 

 

01 DONNY HATHAWAY – “What’s Going On”
Marvin Gaye foi regravado por diversos artistas ao longo dos tempos, mas certamente uma das mais belas regravações foi feito em 1972, por Donny Hathaway, uma das mais belas vozes de seu tempo, que fez uma inesquecível versão ao vivo de “What’s Going On”.

 

 

02 EARTH, WIND AND FIRE – “September”
“September” foi gravada durante as sessões de I Am,; porém, a música foi lançada apenas posteriormente, em single, e incluída também na compilação The Best of Earth, Wind & Fire, Vol. 1.

 

 

03 STEVIE WONDER – “Happy Birthday”
“Happy Birthday” é uma música escrita por Stevie em 1981; ele era um ativista social e foi uma das principais figuras na campanha para que o aniversário de Martin Luther King se tornasse um feriado nacional, e compôs esta música em homenagem à Martin para tornar a causa conhecida . Além de ser lançada como single, a canção também aparece no álbum Hotter Than July, lançado um ano antes da coletânea Original Musiquarium I .

 

 

04 THE EMOTIONS – “Best of My Love”
Maurice White e Al McKay, do Earth, Wind & Fire, escreveram “Best of My Love” para o grupo vocal feminino The Emotions. Pouco tempo depois, elas colaboraram num dos grandes hits do Earth, Wind & Fire, “Boogie Wonderland”.

 

 

05 FERNANDA PORTO – “Só Tinha de Ser Com Você”
No início dos anos 2000, a cantora Fernanda Porto popularizou o estilo drum’n’bossa com músicas como “Sambassim” e uma regravação de “Só Tinha De Ser Com Você”, consagrada por Elis e Tom.

 

 

06 WILSON SIMONAL – “Nem Vem Que Não Tem”
Os diretores do documentário “Simonal – Ninguém Sabe o Duro Que Dei” ressaltaram em entrevistas, à época do lançamento do documentário, a importância que o filme Cidade de Deus (2002) teve para que as novas gerações conhecessem o trabalho de Wilson Simonal, no ostracismo há décadas. A música? “Nem Vem Que Não Tem”.

 

 

07 MARVIN GAYE – “Let’s Get It On”
What’s Going On, álbum de 1971, mostrou a faceta politizada de Marvin Gaye; mas uma de suas mais reconhecidas características musicais ficou sendo a sensualidade de suas canções e seu estilo sedutor no palco. “Let’s Get It On”, canção do álbum homônimo de 1973, é uma prova disto.

 

 

08 ERIC CLAPTON – “Higher Ground”
Muitos conhecem a espetacular “Higher Ground” que o Red Hot Chili Peppers gravou em 1989 – os mais jovens talvez nem imaginem que esta é uma versão de uma canção de Stevie Wonder, na verdade. Mas você sabia que Eric Clapton também fez sua versão desta canção? Foi em 2003, para o álbum Conception, em que vários artistas interpretavam canções de Stevie Wonder.

 

 

09 SPERANZA SPALDING – “Inútil Paisagem”
Um disco é um registro eterno; mesmo após muitos e muitos anos ele pode ser inspirador para alguém; claramente este é o caso do álbum Elis & Tom na vida da cantora e contrabaixista norte-americana Speranza Spalding, que 26 anos depois do lançamento deste álbum, regravou uma bela versão de “Inútil Paisagem” para o álbum Music Chamber Society (2010).

 

 

10 SIMONINHA – “Tributo à Martin Luther King”
“Eu compus uma música, de parceria com meu amigo Ronaldo Boscoli e intitulei ‘Tributo à Martin Luther King’. Martin Luther King é um negro norte-americano; o mérito maior dele é lutar cada vez mais pela igualdade dos direitos das raças. Esta música, eu peço permissão a vocês, porque eu dediquei ao meu filho, esperando que no futuro, ele não encontre nunca aqueles problemas que eu encontrei e tenho às vezes encontrado, apesar de me chamar Wilson Simonal de Castro”. O filho, citado por Simonal, era Wilson Simonal Pugliesi de Castro, conhecido hoje como Wilson Simoninha, que anos mais tarde, regravaria esta canção, que você ouve aqui na versão ao vivo registrada no álbum Live Session At Trama Studios.