Memória Gazeta

Fatos históricos

22 Novembro 2011

Década de 2010

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A Rede Gazeta começou os anos 2010 com festa. Depois de quatro décadas, a emissora lançou o seu primeiro projeto voltado à história da emissora: “Gazeta 40 Anos”. O projeto, subordinado ao jornalismo da emissora, primeiro comandado por Marco Nascimento e depois por José Paulo Kupfer, fez com que diversos pioneiros, profissionais e apresentadores do canal 11 fossem entrevistados e relembrassem as principais recordações nas quatro décadas de existência da emissora. O projeto se transformou em uma exposição que visitou alguns andares do Edifício Gazeta e foi aberta ao público no saguão do Teatro Gazeta. O mês de janeiro de 2010 foi ainda marcado por boletins, vinhetas e programas especiais alusivos à data, culminando em um documentário de duas horas exibido no aniversário da emissora. O editor-chefe de “Gazeta 40 Anos” foi o jornalista Hélio Jacintho, já as pesquisas, entrevistas e a produção executivo foi de Elmo Francfort, que nó mesmo 25 de janeiro – numa parceria da Fundação Cásper Líbero com a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo – lançou o livro “Av. Paulista, 900: A História da TV Gazeta” no saguão do Edifício Gazeta. Na mesma data todos os programas foram alusivos ao tema. “Manhã Gazeta” entrevistou Honoré Rodrigues, primeiro locutor da TV Gazeta e levou às ruas, como no passado, Alê Primo para refazer o seu “Câmera Aberta” dos anos 1980. No “Mulheres”, Cátia Fonseca apresentou um desfile de moda no escadão do Edifício Gazeta. Ronnie Von trouxe Wilson Simoninha e Max de Castro para cantarem “Sá Marina”, sucesso do pai Wilson Simonal, que foi a música que inaugurou a TV Gazeta. No final do programa holofotes, uma chuva de papel laminado e um festival de fogos embaixo da antena da emissora fecharam com chave de ouro a data.

Em junho de 2010 foi lançado “Super Esporte”, com Thiago Oliveira, e no mês de outubro “Você Bonita”, com Carol Minhoto”, “Falando Sobre Sexo”, com a psicóloga Carla Cecarello, e “Mix Mulher”, com Regiane Tápias e “TV Culinária”, com Viviane Romanelli (após a saída de Palmirinha Onofre).

Em 2011, Luisa Mell apresentou o “Estação Pet”, “Delícias do Chef”, com o Chef Alan Vila Espejo, e Pamela Domingues, o “Hoje Tem” (aproveitando sua experiência no quadro “Vambora” do programa “Mulheres”, sobre passeios e variedades). Olga Bongiovanni teve uma breve passagem na apresentação do “Manhã Gazeta”, no lugar de Ione Borges.

No mesmo ano a TV Gazeta renovou todo seu parque técnico, mudando todo seu formato de produção para HDTV. O primeiro programa a ser totalmente gravador em alta definição foi o “Todo Seu”, em 01º de junho de 2011.

Foi criado no segundo semestre o Núcleo de Criação da emissora, responsável pelas novas atrações, como “Impedidos” e “Hoje Tem”.

Em 09 de janeiro de 2012 foi lançado o novo portal da TV Gazeta, sendo que o projeto Memória Gazeta estreou em 25 de janeiro de 2012, data dos 42 anos da emissora.

Dois anos depois, no dia 10 de março de 2014, a TV Gazeta entrou numa nova fase. Voltou-se mais ainda para o público paulista, com o slogan: “TV Gazeta, mais perto de São Paulo”.

A cidade passou a ter protagonismo no visual da emissora, desde as suas vinhetas, cenários, até em chamadas de suas atrações. O logotipo da emissora também foi revisto e modernizado com novas cores e finalização em 2D.  Nos intervalos, a vinheta “Gazeta Indica” apresentou praças, parques, templos e arte, em peças denominadas como “Interarte”.

Na ocasião, declarou a então superintendente de programação da TV Gazeta, Marinês Rodrigues: “O Objetivo da emissora é se aproximar da cidade e fazer com que os telespectadores se sintam representados. As equipes buscam conferir este ar urbano e dinâmico ao visual da casa, sem esquecer o elemento humano”. Os programas “Mulheres”, “O Mesa Redonda” e o “Super Esporte” entraram num processo de modernização visual, assim como passou desde o início de 2010, toda área de jornalismo da emissora. Novas atrações foram ao ar, como “Hora do Voto”, com Maria Lydia (voltado aos debates eleitorais de 2014). O Núcleo de Criação da TV Gazeta estreou duas novas produções: “Eu Nunca”, com Sophia Reis, no dia 12 de março, e a série “O Mochileiro”, com o viajante Daniel Thompson, no dia 14 do mesmo mês.

Hoje a TV Gazeta, conhecida como a “mais paulista das emissoras”, por estar exatamente no coração da Avenida Paulista, cresce a cada vez mais. Todo dia uma nova história é contada. Uma história que é feita pela gente, mas principalmente por você, telespectador, que nos acompanha a cada momento.

Atualmente você nos vê no lugar que quiser. Em casa, no bar, no restaurante, no celular, no carro, na TV aberta, na TV a cabo, na parabólica. A TV Gazeta vai hoje muito além daquele sonho de Cásper Líbero. É uma televisão feita pra você.

Assista o programa especial de 40 anos da TV Gazeta:

22 Novembro 2011

Década de 2000

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A chegada do século XXI sempre foi tida como o início de uma nova Era na história mundial. E não foi diferente para a história da TV Gazeta, porque foi um tempo de renovação. No ano 2000 a emissora deixou de utilizar o nome CNT Gazeta, se separando da rede paranaense e se transformando em Rede Gazeta – um projeto tão sonhado desde a década de 1970. Além das retransmissoras e emissoras que acabaram por ficar com a Gazeta na separação da CNT, a nova rede chegou a ter uma sucursal em Brasília e ter como afiliada a TV Itatiaia, canal 32 de Belo Horizonte.

Foi uma fase de se renovar, trazendo uma faixa de programas noturnos – sendo que alguns começaram ainda um pouco antes da separação da CNT. “Ione”, com Ione Borges, “Giro do Guerreiro”, com Antonio Guerreiro e “Mundo Clipper”, com Drica Lopes foram algumas das novas atrações.

Em 2001 a Fundação Cásper Líbero passa por uma grande reformulação, o que faz com que saíssem do ar boa parte dos novos programas. Passada a restruturação, boa parte dos funcionários que se desligaram da emissora foram readmitidos. Foi uma crise que acabou por afetar todas as redes de televisão da época. Lembrem-se que o mundo passou por episódio que abalou as grandes economias: o atentado ao World Trade Center no fatídico 11 de setembro daquele ano.

Pouco tempo depois, a Rede Gazeta firmou parceria para produção de seus telejornais com o jornal impresso Gazeta Mercantil, da família Levy, que entrou em crise. Pouco tempo depois de ser desfeita a parceria, o jornal econômico foi vendido. Mas a Rede Gazeta nesta parceria conseguiu uma importante conquista: o retorno de um telejornal a noite, ressurgindo depois de anos o “Jornal da Gazeta”, inicialmente apresentado por Carlos Alberto Sardenberg.

O programa “Mulheres” possuiu nessa década vários apresentadores. Um verdadeiro time de profissionais: Ione Borges, Márcia Goldschimidt, Clodovil Hernandez, Christina Rocha, Leão Lobo, Cátia Fonseca e a “aparição” da irreverente Mamma Bruschetta. Já no “Pra Você”, Cláudia Pacheco e depois Ione Borges fizeram parte da atração.

Nesta década também surgiu o “TV Culinária”, com inconfundível Palmirinha Onofre. No esporte surgiu em 2004 o Troféu Mesa Redonda, com apresentação de Flávio Prado e Michelle Gianella. Antes, o comando do “Mesa Redonda” é passado de Roberto Avallone para Flávio Prado. No mesmo ano surgiu, inicialmente às tardes, o programa “Todo Seu”, com o eterno príncipe Ronnie Von.

Em parceria com a Faculdade Cásper Líbero, a TV Gazeta deu voz aos universitários com a criação do programa jornalístico “Edição Extra”, sempre uma vez ao mês, aos domingos, após o “Mesa Redonda”. Durante toda década, assim como as demais emissoras de televisão aberta, a Rede Gazeta entra na corrida pela implantação do sistema de TV digital. Foi definido que o formato nipo-brasileiro (denominado SBTV-D) seria adotado para todas as emissoras digitais, substituindo o sistema analógico. A Rede Gazeta foi a única a apostar e implantar um transmissor totalmente nacional.

Em 11 de dezembro de 2006 estreou na Rede Gazeta o BestShopTV, tendo sido contratados para a nova programação Viviane Romanelli, Cláudia Pacheco – que voltava à casa - e cria um grande time de novos apresentadores. No campo de programas de vendas surgem também Gazeta Imóveis, Gazeta Motors e Gazeta Shopping.

No dia 05 de outubro de 2007, Amanda Françoso lançou o programa “Papo de Amigos”, uma opção nas noites de sexta-feira. Por um erro na organização do evento de abertura da TV digital na Sala São Paulo, em 02 de dezembro de 2007, a Gazeta e a MTV Brasil foram excluídas de entrarem no pool (em rede) de emissoras que transmitiriam o discurso do presidente Lula e o vídeo oficial de abertura. Mesmo assim a Rede Gazeta entrou no ar em digital na mesma data, com editorial da Fundação Cásper Líbero repudiando a exclusão e enaltecendo que saía na frente por apostar em tecnologia nacional. O editorial foi lido pela apresentadora do “Jornal da Gazeta” e do “Em Questão”, Maria Lydia Flandoli.

Em 2009, o programa “Pra Você”, com Ione Borges se transformou em “Manhã Gazeta”, retornando à emissora Claudete Troiano. Das 9h às 11h, apresentava Claudete, e das 11h às 13h30, Ione.

A Rede Gazeta saiu dos anos 2000 com a certeza de que poderia se reinventar cada vez que fosse necessário, que no final sempre com a certeza de que sairá mais forte.

22 Novembro 2011

Década de 1990

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A TV Gazeta nos anos 1990 fez novas parcerias, que a levaram além dos limites de São Paulo.

Com o fim do projeto “TV desindexada”, a emissora firmou parceria com a Globo Vídeo, segmento das Organizações Globo, em que trocou e exibiu conteúdos da companhia. Passou a exibir desde séries e filmes antigos até seriados de heróis japoneses, como “Sharivan”. Porém, a parceria durou pouco, por conta de pressão da imprensa, que não entendeu a relação de troca de conteúdo entre o canal e a companhia.

Mas a Gazeta não desanimou e foi neste contexto que inclusive criou uma de suas principais atrações: “Gazeta Meio Dia”, com Maria Lydia, com grandes debates políticos (mais tarde a atração se transformou no “Em Questão”, mudando de horário). A apresentadora também fez na emissora o “Defenda-se”, sobre direitos do consumidor. Outros programas também ganharam destaque, como “Gazeta Paulista” e “Gazeta Esportiva”.

Em 1993, a TV Gazeta contrariou todos aqueles que achavam que só era possível fazer uma rede a partir do Eixo Rio-São Paulo. Ela se juntou com a Rede OM, de Curitiba (PR), e muitos de seus programas – como o “Mulheres em Desfile” passaram a ser exibidos para todo país. E a Rede OM trouxe para Gazeta diversas atrações e reforços para sua equipe, como a volta de Galvão Bueno para transmissão de campeonatos futebolísticos.

A Fundação Cásper Líbero passou por mudanças estruturais, criando em 1995 as superintendências para cada um dos setores do grupo. Assim, a TV Gazeta passou a ser comandada por Silvio Alimari, como Superintendente Geral, e por Marinês Rodrigues, como Superintendente de Programação.

O programa “Mulheres em Desfile”, em meados da década, se transformou em “Mulheres”, sendo que depois Ione Borges se separou de Claudete Troiano, ficando apenas ela na atração, enquanto a parceira inaugurou um novo programa: “Pra Você”, no horário matutino.

Em 1996, a Rede OM se transformou em CNT – Central Nacional de Televisão - e a Gazeta adotou o nome de “CNT Gazeta”. A emissora exibiu programas como “Hugo Game”, primeiro game-show interativo da TV, “Clodovil Abre o Jogo”, com Clodovil Hernandez, “Tudo Por Brinquedo”, com a apresentadora infantil Mariane, “Circulando”, com Luciano Huck, novelas como “Irmã Catarina”, com Miriam Rios, “De Frente com Gabi”, com Marília Gabriela, “Festa do Mallandro”, “190 Urgente”, primeiro com Luiz Alborguetti e depois com o surgimento de Carlos Massa (o Ratinho) e muitos musicais, como “Ligação”, com Guto Moreno e depois Marcelo Augusto.

A televisão brasileira viveu naquele final dos anos 1990 uma fase mais popular, onde a banalização acabou por desgastar toda a TV aberta. De modo geral, apelo sexual, piadas maliciosas acabaram por atingir a todas as emissoras. Por conta disso, através de divergências entre CNT e Gazeta a parceria acabou em 2000, já que não concordavam totalmente na conduta na linha de programação.

O conhecimento que a TV Gazeta ganhou com rede em todo país fez com que ela saísse fortalecida para criar a “Rede Gazeta”.

 

22 Novembro 2011

Década de 1980

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A TV Gazeta, nos anos 1980, passou por diversas fases. É possível afirmar que foram vários tipos de TV numa mesma década.

Em 1980 grandes mudanças já ocorrem na programação. Seguindo uma nova linha, atrações com quase uma década, como o “Programa Carlos Aguiar” e “Clarice Amaral em Desfile” dão lugar a novos programas. No caso do último, a TV Gazeta remodela o formato do programa feminino, substituindo Clarice Amaral por uma dupla: Ione Borges, que era responsável pelos desfiles das Lojas Mappin na atração, e pela jornalista Ângela Rodrigues Alves – que logo sai do programa, assumindo Claudete Troiano. Assim “Clarice Amaral em Desfile” se transformou em “Mulheres em Desfile”.

Nesta época a direção da TV Gazeta estava sob o comando de Fuad Cury, que falece em acidente em um acidente de moto. Curiosamente, anos antes, em 1978, o primeiro diretor geral do canal 11, Marco Aurélio Rodrigues da Costa, também faleceu de acidente no trânsito – foram duas perdas que abalaram muito os profissionais da emissora.

Em 1984 a TV Gazeta faz uma parceria com a Abril Vídeo, braço voltado à produção audiovisual da Editora Abril, que implanta um jornalismo forte no canal 11. Surgem nomes como Silvia Poppovic, Paulo Markun, Luís Nassif (que fez depois o “Dinheiro Vivo”) e Alexandre Machado (que muito em breve se consagraria com “Vamos Sair da Crise?”).

Na mesma época, o horário das onze horas da noite e madrugada é alugado para produções independentes de Goulart de Andrade, que inaugura o programa “23ª Hora”. É nesta atração que além de seus programas, Goulart de Andrade traz para televisão brasileira nomes como Fausto Silva (com seu “Perdidos na Noite”, em 1984) e jovens produtores independentes da produtora Olhar Eletrônico (hoje O2 Filmes), como Fernando Meirelles e Marcelo Tas. Os videomakers trouxeram para TV Gazeta programas como “Crig-Rá!”, com Sandra Annemberg, e “Olho Mágico” – mais tarde foram criadores do conhecido “TV Mix”.

Ainda no campo da produção independente, no mesmo ano o colunismo social de Tavares de Miranda ganha um apoio jovem com a aparição de Amaury Jr., que inicia na TV Gazeta seu programa “Flash” (nome que anteriormente pertencia a outra atração da TV Gazeta e que acabou por virar marca do apresentador).

Encerrada a parceria com a Abril Vídeo, em 1985 a TV Gazeta se dedica a uma linha jornalística voltada à cidade, sob o slogan “De São Paulo Para São Paulo”, tendo na direção da emissora Sérgio Felipe dos Santos.

No mesmo ano é montada, com o apoio da Rede Globo, a nova torre da TV Gazeta, que também retransmite o sinal do canal 5. A torre é a primeira iluminada na Avenida Paulista, virando assim como o calçadão do Edifício Gazeta um dos símbolos da cidade.

A criança também teve espaço na TV Gazeta dos anos 1980. Inicialmente com “Pulmann Jr.”, que já existia, e depois, em meados da década, estreou “Brincando na Paulista”. Primeiro com Wandeko Pipoka e depois com os palhaços Atchim e Espirro. Grande sucesso da TV Gazeta. Com a mudança de canal da dupla, o palhaço Tic-Tac (ex-“Bambalalão”, da TV Cultura) veio para emissora.

Foi também nesse período que a Mesa Redonda saiu das segundas-feiras e foi para os domingos, agora sob o comando de Roberto Avallone. A atração ganhou o formato atual, passando a se chamar “Mesa Redonda: Futebol Debate”, com a presença de nomes como Regiani Ritter, Chico Lang, Milton Neves e muitos outros. É criado também o programa “Gazeta Esportiva” no final da década e no "Mesa Redonda" a jovem Mariana Godoy apareceu pela primeira vez no vídeo.

Ainda no esporte, a Corrida Internacional de São Silvestre mudou de horário e passou da meia noite para o horário da tarde do dia 31 de dezembro.

O programa “Mulheres em Desfile”, com Ione e Claudete acabou se tornando a principal atração da TV Gazeta. Todas as sextas-feiras o programa era especial, com auxílio de um auditório lotado de “parceirinhas”. Anualmente as festas de aniversário do programas superlotavam o Auditório do Anhembi. No campo feminino ainda esteve na emissora nesta década “Revista Feminina”, com Maria Thereza Gregori, e foi criado na emissora o programa de culinária “Forno, Fogão & Cia.”, em 1982, produzido por Geraldo Rodrigues.

Em 1987 surge o TV Mix, faixa de programas jovens, num misto de entretenimento, informação e humor. TV Mix I e TV Mix II pela manhã e TV Mix III e TV Mix IV a noite. O programa foi primeiro dirigido por Fernando Meirelles e numa segunda fase por Tadeu Jungle. Nomes como a Condessa Giovana, Serginho Groisman, Astrid Fontenelle, Marcelo Mansfield, Giovanna Gold, Aline Sassahara surgem na atração. E são criados, sob coordenação do diretor de jornalismo Marco Antônio Coelho, os “pais” dos vídeo-repórteres: os “repórteres-abelha”, um grande time que saía atrás das notícias com uma câmera no ombro. Rogério Gallo, Ana Muylaert, Alê Primo (com o “Câmera Aberta”) fazem parte desse exército de repórteres, que modificam a linguagem das reportagens externas na TV brasileira.

Mas a TV Gazeta também virou uma emissora musical, sendo uma grande difusora dos primeiros vídeo-clipes e divulgando novas bandas que tocavam e eram entrevistadas nos programas da emissora. Destaque é primeiro do “Realce”, com Beto Rivera, que mais tarde se transformou em “Clip Trip”, e depois do “Realce Baby”, só de clipes. Não podemos esquecer do seu inconfundível parceiro: o boneco Capivara, manipulado por Sérgio Tastaldi, que também fez um programa solo de bonecos chamado “Lig-o-Plug!”.

Um programa também foi importante nesse final de década: “Paulista 900”, com Paula Dip. Um talk-show que primava pelo modo inteligente e irreverente como a apresentadora deixava seus entrevistados à vontade na bancada da atração.

Em 1989 o canal 11 começou uma nova fase, cuja campanha da “TV desindexada” divulgava a importância da Gazeta ser uma televisão diferenciada, com uma programação descolada de que qualquer tipo de rótulo que a TV aberta a colocasse.

No mesmo ano, sob a mediação de Alexandre Machado, a TV Gazeta realizou um debate histórico entre candidatos ao Governo do Estado, chamado “Tribuna Livre”. Este debate foi o primeiro a ter e definir o formato utilizado até hoje por todas as emissoras. Foi criado nele o sistema de réplicas e tréplicas, com a cronometragem de perguntas e divisão em blocos.

A TV Gazeta saiu dos anos 1980 mais forte, reconhecida e experiente.

 

22 Novembro 2011

Década de 1970

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Os anos 1970 foram o início da história da TV Gazeta. Dez anos em que a emissora pode se moldar e construir a imagem de uma televisão inovadora, preocupada com novas tendências, como a chegada das cores à TV brasileira, e na criação de novos talentos.

Alguns dos programas de sua grade de programação inicial revelaram talentos para TV aberta, como “Show de Ensino”, com Heródoto Barbeiro, e “A Multiplicação do Dinheiro”, com Joelmir Beting. “Força Jovem” e “Mingau Quente”, ambos programas musicais, também foram importantes nesta primeira fase da TV Gazeta.

Entre julho e setembro de 1970, a história da TV brasileira acabou por ser abalada por um fato significante: a crise e o fechamento da TV Excelsior, canal 9. Os profissionais desta pioneira rede estavam todos prestes a ficarem sem empregos, sendo que todos buscaram novas vagas em outras emissoras. Octavio Frias de Oliveira, então presidente da Fundação Cásper Líbero e da Folha de São Paulo, percebeu que era hora de contar com o apoio de muitos deles, o que traria mais experiência técnica e artística para recém-lançada TV Gazeta. Foi assim que o profissionalismo chegou com mais força ao canal 11.

Foram lançados ainda em 1970 diversos programas, como “Vida em Movimento”, com a apresentadora e atriz Vida Alves (no ar até 1976), “Clarice Amaral em Desfile”, com a apresentadora e ex-garota-propaganda Clarice Amaral (que criou a tradição da TV Gazeta em programas femininos diários, no período da tarde e ficou no ar por dez anos).

Quando a nossa emissora completou um ano, em 25 de janeiro de 1971, uma grande festa foi realizada tanto nos estúdios da Avenida Paulista como também no Campo de Marte, com shows de acrobacia e pirotécnicos, a presença de crianças e passeios de balão. Na época, as entrevistas externas foram realizadas pela repórter e também apresentadora infantil do “Gazetinha”, a jovem Claudete Troiano. Ela, pouco tempo depois, também apresentou o programa feminino “Gazeta em Ritmo de Mulher”.

A TV Gazeta foi também pioneira ao trazer o colunismo social para televisão. Antes mesmo de Amaury Jr., que também passou pela TV Gazeta em seu início na TV aberta paulistana, existiu o programa “Tavares de Miranda”, com o renomado colunista social da Folha de São Paulo, José Tavares de Miranda.

No campo infantil, além de “Gazetinha” (que tinha também Tio Fiori, que desenhava para as crianças), existiu o “Telejornal Gazetinha” (produzido por Geraldo Rodrigues e apresentado por crianças, que davam as notícias) e teve seu herói: o Capitão Arco-Íris, do programa “Clube do Capitão Arco-Íris”, interpretado por Loriberto Rosa. No final dos anos 1970, os palhaços Torresmo e Pururuca, seu filho, também estiveram na emissora, e Torresmo ainda fez parte de outro programa infantil do canal: “Pulmann Jr.”, com Tia Iara.

A TV Gazeta atacava por todas as frentes, inclusive com humorísticos. Programas pioneiros da televisão brasileira foram ressuscitados pelo canal 11, como “Quartelzinho do Pé-com-Pano”, com o eterno humorista Mário Alimari, conhecido por seu personagem Pé-com-Pano, um recruta desajeitado; e “Miss Campeonato”, com diversos humoristas de peso e a presença da então atriz Lucimara Parisi, que interpretava a Miss Campeonato.

Em 29 de maio de 1971 a TV Gazeta pela primeira vez atingiu a liderança em audiência na TV paulista. Ela inovou ao trazer com exclusividade, pela primeira vez ao vídeo, a transmissão do Campeonato Mundial de Basquete Feminino. Uma transmissão que as outras emissoras acreditavam que não traria retorno em audiência. Só que aconteceu o contrário, o que garantiu a liderança em audiência à TV Gazeta na grande final deste Campeonato de Basquete.

O canal 11 teve grande importância na implantação da televisão em cores. Possuía na época os melhores equipamentos coloridos do país. Foi por conta disso, que antes mesmo da estreia oficial da TV em cores, em 31 de março de 1972, ela foi autorizada pelo Ministro das Comunicações Higino Corsetti para ser a primeira a transmitir um programa regularmente em cores. Foi em “Vida em Movimento”, que a partir de 14 de março daquele ano testou regulamente o sinal em cores, semanalmente. A TV Gazeta era conhecida como “o maior parque técnico em cores da TV brasileira” e possuía o mais moderno caminhão de externas de sua época. Por conta desse avanço tecnológico ela colaborou com todas as emissoras na criação, transmissão e pós-produção de muitos programas coloridos. Foi como fez, em 30 de março, um dia antes da estreia oficial, ao comandar toda transmissão da primeira prova de Fórmula 1 no país, cujo sinal foi distribuído para todo país pela Rede Globo. No dia seguinte, foram os funcionários da TV Gazeta que estiveram em Brasília, com seu potente equipamento, que gravaram os discursos do presidente Médici e do Ministro Corsetti, que deram o “start” em toda programação em cores da TV brasileira, transmitida para todo país na noite do dia 31 de março.

Em 02 de abril de 1975, a TV Gazeta levou a televisão colorida para além das fronteiras, sendo responsável pela implantação do sistema em cores na Argentina. Uma transmissão feita à pedido do Governo Federal Brasileiro e do Argentino, em que foi exibido, na íntegra, o Festival de Folclore da OTI (Organización de la Television Ibero-Americana). O canal estatal ATC (antiga TV Belgrano e atual Canal 7 argentino) transmitiu as imagens em cores, com o apoio dos profissionais e do caminhão de externas da TV Gazeta, diretamente do Teatro Colón de Buenos Aires. A transmissão foi comandada pelo diretor-adjunto da TV Gazeta, Luiz Francfort, que fez parte de um grupo de diretores pioneiros que marcaram essa primeira fase da TV Gazeta – além dele, o diretor-geral Marco Aurélio Rodrigues da Costa, Sérgio Pimentel, Silva Ferreira, David Grinberg, Jurandir Vilela, Joaquim Loureiro, Guilherme Araújo e Carlito Adese.

A TV Gazeta na linha de shows também transmitiu outros festivais, como o Festival de Viña Del Mar, onde foi a primeira emissora da TV brasileira a utilizar o sistema de Chroma-Key, em 07 de junho de 1977. Possuiu também programas de auditório como “Show da Viola” (apresentado por Carlos Aguiar, que mais tarde se transformou em “Programa Carlos Aguiar”), “Programa Dárcio Campos”, que trouxe do rádio para TV sua experiência, “Rinaldo Calheiros com Amor”, “Gaiola de Ouro”, com Alfredo Borba, “Destaques”, com o casal Edison Gonçalves e Mirian Gonçalves, e “Sugestão de Wilson Salles”. Estes programas foram importantes na criação de diversos talentos musicais. Carlos Aguiar, por exemplo, divulgou o forró e a música sertaneja, que antes não tinham grande espaço na televisão aberta.

No jornalismo, diversos foram os programas pioneiros da TV Gazeta: “Tele-Jornal Gazeta”, “Teletipo”, “A Grande Reportagem” e “Gazeta em Notícias”. Entre os primeiros apresentadores estavam Fernando Pacheco Jordão, Ataíde Teruel e Humberto Mesquita. O telejornalismo do canal 11 fez grandes coberturas, como a do incêndio do Edifício Joelma, por 48 horas ininterruptas (suas imagens em cores chegaram a ser enviadas para televisão mundial) e o do Edifício Andraus.

Já no campo esportivo, a TV Gazeta trouxe a tradição que a Fundação Cásper Líbero já tinha desde os tempos de Cásper. “Onze na Copa” foi o embrião do “Mesa Redonda” que hoje existe. Partidas de boxe, com “Forja de Campeões” e “Tele-catch” também estavam presentes na programação. A TV Gazeta foi também responsável pelo especial em que Pelé se despediu da carreira. Nesta época surgiram na emissora talentos como Galvão Bueno e Flávio Prado, acompanhados de veteranos como Peirão de Castro, Milton Peruzzi e Zé Italiano. E sem esquecer da criação de Cásper Líbero, que a TV Gazeta também deu imagem: a transmissão da São Silvestre na virada do ano, como faz até hoje. Em 1973 contabilizava-se 90% da programação do canal 11 como sendo totalmente voltada aos esportes.

No ano de 1978, a TV Gazeta lançou o projeto “Programação 78”, em que trouxe para sua tela além das atrações já existentes teleteatros, seriados americanos, programas como “Nostalgia” (com cantores antigos), Francisco Petrônio, e até mesmo a novela “Zulmira” – que acabou não indo ao ar, por ter sido vetada pela Censura Federal. No mesmo ano, a Folha de São Paulo terminou sua parceria de dez anos com a Fundação Cásper Líbero, após colaborar para que esta empresa saísse ilesa e forte de uma crise, sem precedentes, que a havia abalado em 1968.

Os anos 1970 foi também o início da tradição da TV Gazeta em valorizar a produção independente. Ela era uma emissora independente e multicultural, pois permitia numa grade existir programas das mais diversas culturas e gêneros. Como, por exemplo, “Mosaico na TV” (da comunidade judaica), “Árabe na TV”, “Imagens do Japão”, “Todos Cantam Sua Terra” (da comunidade portuguesa) e “De Paula Esportes” (de futebol amador).

Os primeiros dez anos da TV Gazeta foram áureos, pois além de serem importantes para consolidação do jovem canal 11, colaboraram em massa para implantação da televisão em cores no Brasil. O canal 11 revelou talentos e mostrou que também merecia seu lugar ao Sol.

 

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